terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Agoras


...Você pode amar alguém com toda a força, mas amanhã ele pode te deixar...
Trazemos tantas expectativas para os relacionamentos, tantas ilusões de um futuro efêmero sendo este feito de momentos que se esvaem por nossas mãos inábeis e crédulas na sensação tempo-espaço tão simples e confusa. Somos resultado das experiências passadas que deram errado e também das que alcançaram êxito. Estamos sempre voltados para um amanhã que talvez nunca chegue. No entanto, só estamos no agora. Agora enquanto respiro eu penso e pulso sentimentos e sensações, mas e quando o agora não mais me encontrar respirando? E quando esse agora que já não é o mesmo agora nessa linha e já não o mesmo agora em que tu lês... E quando esse agora me encontrar mais pálida do que sou? Sem ar. Sem vida. Talvez alguém chore. Talvez alguém se lembre dos “agoras” passados e possa me olhar com amor. E possa relembrar minhas manias, chatices loucuras e rir e me odiar. Sim, porque não?
Por que todos que morrem precisam necessariamente ter imagem de santo? Eu não, quero minha humanidade rasgada e exposta, quero ser lembrada como alguém que errou, que viveu de agora em agora não sendo santa, mas sendo humana.
Chata? Sim!
Egoísta? Às vezes, porque não se permitir isso? Mesmo que só às vezes,  para que se olhe para dentro e se enxergue esse eu de cada um.
E então... Eu possa me dizer do amor, (que tive)...

Bárbara Lustosa

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