quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Relato de um menino sobre o ataque às igrejas em Bagdá

IRAQUE (17º) - No dia 10 de dezembro, 40 dias depois do ataque às igrejas de Bagdá, Gary Foster, um colaborador da Portas Abertas Internacional, conversou com uma testemunha e relata a história de seu filho.

O pai do menino foi um dos primeiros a chegar à igreja em Bagdá, poucas horas depois que os 65 cadáveres foram removidos e que os sobreviventes foram transportados para dois hospitais da cidade. Entre os 65 mortos estavam todas as crianças presentes na igreja na hora do atentado.

O pai decidira não ir à missa naquela noite, mas ouviu da rua o barulho dos tiros, das granadas, e da explosão das bombas suicidas. Ele correu para casa para se certificar que sua família estava viva e, então, se dirigiu aos hospitais para visitar os sobreviventes e suas famílias. A conversa foi com este  pai 40 dias após a tragédia. Este relato foi baseado no que ele contou sobre o caso e nas reações e orações de seu filho.

“Eu sempre me imagino tendo uma capa especial como aquela que o SuperHomem usa, quando eu entro e saio correndo do quarto de minha irmã. A capa é dourada com uma faixa vermelha, assim como as cortinas de nossa sala de jantar. Eu me vejo como um protetor do reino e vejo minha irmã como a princesa a ser protegida – está certo...isso quando ela não me enche a paciência.

Eu costumava brincar na rua, mas quando a guerra começou, nós passamos a brincar somente dentro de casa.  Quando saímos de casa nós vamos sempre de carro e eu ajudo ao meu pai a olhar debaixo do carro para ver se tem bomba.

Nós sempre verificamos as coisas em volta de nossa casa e o nervosismo sempre toma conta quando viajamos até mesmo para distâncias curtas fora da cidade.
Nós até deixamos algumas malas prontas em caso de termos que abandonar a casa no meio da noite. Minha preocupação é que meus brinquedos caibam nessas malas.
Nós íamos bastante à igreja, mas paramos depois do que aconteceu. Uma coisa muito ruim aconteceu com a nossa igreja e eu perdi muitos amigos. Eles foram mortos.
Eu não vi o que aconteceu, mas ouço muitas histórias a respeito. Eu imagino que muitas coisas jamais serão as mesmas e que eu preciso fazer o meu papel de protetor e guardião do reino.
O que isto significou para nós? Afinal, nós estamos seguros ou também seremos mortos? E se o meu pai algum dia não voltar mais para casa? Quem vai tomar conta de minha mãe e de minha irmã? Terá que ser eu. Se eu tiver a capa especial, eu posso protegê-las.

Na noite anterior, meus pais oraram com minha irmã quando ela foi dormir. Na verdade, ela sempre tem muita coisa que falar com Deus. Eu já não tenho tanta coisa para orar; eu apenas penso, e costumo orar a Deus só com a mente. Eu posso ouvir a minha irmã agora. Ela está orando: ‘Deus,  ajude para que eles não bombardeiem outra igreja e para que não venham carros-bomba. Chega de derramamento de sangue.’
Ela tem estado com muito medo desde que aquela coisa horrível aconteceu com a nossa igreja, e mamãe vai até a sua cama à noite, orar para que minha irmã não tenha pesadelos.  Ela não costumava ter essas coisas. Eu também oro por ela.
Então, papai vem orar comigo. Ele me diz que Jesus cuidará de nós e que eu não devo me preocupar. Ele me diz que Deus ama até mesmo as pessoas que nos ferem. Ele me diz que Jesus é amor – e que ele é a minha verdadeira capa de proteção.”


Tradução: Joel Macedo


Fonte:http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6752


Quando tomo conhecimento dos testemunhos dos membros da igreja perseguida, meu coração se iquieta por dois motivos:

1º - Sinto-me convocada a orar por esses irmãos que tanto sofrem para defender sua fé. Interceder para que sejam cada vez mais fortalecidos pelo Espírito Santo.

2º - Inevitavelmente comparo o fervor desses irmãos com o comodismo de outras igrejas que tem a liberdade de viver sua fé. Nossas igrejas tem se fechado nos templos com belos louvores e muitas programações para manter os membros na igreja, mas ser cristão é isso? Eu renego esse comodismo que só tem dispertado a frieza espiritual dos membros da igreja. Que tem aberto nossos olhos pra razões bestas que justifiquem o afastamento da igreja e tapado nossos sentidos para o clamor das pessoas do mundo. Pessoas que não conhecem a cristo e nunca sequer abriram uma Bíblia. Pessoas sedentas de uma palavra de consolo que você tem e se nega a dar por preguiça, pressa ou vergonha.
Pare e se pergunte: Foi pra isso que Jesus morreu naquela cruz?

Reflita sobre a letra da música abaixo e decida entre a frieza espiritual e fazer a diferença, a escolha é somente sua.

“...Enquanto o domingo ainda for nosso dia sagrado
E em Nome de Deus se deixar os feridos de lado
Enquanto o pecado ainda for tão somente um pecado
Vivido, sentido, embutido, espremido e pensado
Enquanto se canta e se dança de olhos fechados
Tem gente morrendo de fome por todos os lados
O Deus que se canta nem sempre é o Deus que se vive,
Não
 Pois Deus se revela, se envolve, resolve e revive...”
 (Em nome da Justiça, João Alexandre)

Um comentário:

  1. Graça e paz irmã Bahbi, concordo com você, eu agradeço a Deus pela oportunidade que me concedeu de ser um representante local da Portas Abertas em minha igreja, tenho tentado vivenciar missões através de orações e contribuições, peço a Deus para ser bem mais do que um simples promotor de missões, quero ser um missionário chamado, capacitado e enviado por Deus. Fico feliz quando encontro pessoas que tem essa mesma visão, assim como você, Deus te abençoe e vamos continuar orando pelos nossos irmãos perseguidos, mas que não estão desamparados.

    Parabéns pelo seu blog já me tornei um seguidor e como ficarei feliz se você também seguir o meu, aguardo por você.

    Que 2011 seja repleto de muitas bênçãos espirituais e materiais sobre a sua vida e da sua família, em nome de Jesus.

    http://joseluizbans.blogspot.com/

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